Essa parábola conta que Simão chamou Jesus para jantar com ele, e quando estavam á mesa, chegou no local uma pecadora com um vaso de alabastro contendo um bálsamo muito caro e se derramou para Jesus. Os fariseus, vendo isso, acharam um desperdício, e Jesus então contou essa parábola, que dizia que haviam dois devedores de um credor, um devia 500 denários e o outro, 50. Nenhum dos dois tinha como pagar, e o credor perdoou a dúvida de ambos. Jesus então perguntou quem eles achavam que amaria mais o seu credor, e os fariseus responderam que era aquele a quem mais perdoou.
Quem deve 50 e não pode pagar, está na mesma situação que o que deve 500 e também não pode pagar, todos estão na mesma condição. Mas, o que Jesus queria ensinar é que aquele que deve muito e se vê impossibilitado de pagar se refere à nossa condição antes da salvação. Nós não tínhamos condição de pagar nossa dívida, não havia nada que pudéssemos fazer para ganhar a salvação. Há pessoas que fizeram muitas coisas ruins, e outras que fizeram poucas, mas ambos podem receber a salvação. Por isso, não podemos julgar que alguns merecem ser salvos e outros não.
Quem muito pecou, tende a se sentir mais devedor, se sente mais amado pelo Senhor, pois seus pecados eram muitos, e a única mão que o alcançou foi a de Deus. Se alguém tem convicção de que é pecador e maligno, e o amor de Deus o alcança e ele é perdoado, o impacto é grande e vai brotar uma gratidão e um amor muito grande pelo Senhor, pois essa pessoa sabe que Deus fez algo que ninguém faria por ele. Mas, se achamos que somos maravilhosos e um senso elevado a respeito de nós mesmos, achamos que somos merecedores da salvação. O senso de justiça própria vai gerar o nível de afeto e gratidão que nós tenho para com Deus. Deus ama todos da mesma forma, mas o impacto íntimo para aquele que se sente mais pecador, é maior.
