Esta parábola conta que havia um homem rico, que vivia regaladamente, e um mendigo, que ficava pedindo esmolas e vivia das migalhas do que era rico. Quando ambos morrera, um foi pro seio de Abrãao e o outro foi sepultado, de forma que havia um abismo entre eles. O homem rico ficou num lugar ruim, e não havia possibilidade de trocar de lugar.
Um era ímpio, e o outro era crente. Através dessa parábola Deus nos mostra a diferença entre quem é do Senhor e quem não é, e recompensa do que é crente, além de mostrar a inutilidade da vida humana natural.
Hoje, normalmente os ricos não procuram Deus, porque a abundância do dinheiro gera neles um certo poder, e essa é a segurança deles; o dinheiro substitui Deus para essas pessoas. Mas, quando uma pessoa passa provação financeira, a probabilidade de buscar o Senhor é maior, por causa da dificuldade. Riqueza significa orgulho, independência de Deus. Por isso, tanto as dificuldades financeiras, como as bênçãos materiais são uma provação para o homem, porém, a probabilidade daquele que tem falta de algo (pobreza, problemas de saúde…) buscar a Deus é maior, por causa do sofrimento. Não sabemos receber as bênçãos ainda, pois nos ensoberbecemos, nos sentimos especiais e esquecemos de Deus.
O seio de Abraão representa o paraíso, e é para lá que vão as almas que falecem para aguardar o julgamento.
Essa parábola também nos mostra que não é possível nenhuma comunicação dos vivos com o mundo dos mortos, pois não há nenhum proveito nisso, nenhuma eficácia para salvar alguém. O que salva é a Palavra de Deus, então precisamos crer nela, ou seja, crer no Filho de Deus. Se não crermos no Filho, não teremos como ser salvos.
Todos que lerem essa parábola podem tirar a conclusão de que não vale a pena viver na impiedade, independente de Deus, e traz um alento e esperança para os que estão sofrendo na Igreja, pois terão uma grande recompensa eterna. Os que não tem a salvação, terão um sofrimento eterno.
